Pedro Barroso desistiu da 1.ª Companhia, depois de uma participação bastante controversa, em que o ator nem sempre conseguiu controlar as suas emoções, gerando alguns momentos de maior tensão.
Após abandonar, o ator esteve na TVI, no Dois às 10, e deixou algumas declarações fortes, justificando o seu comportamento com uma alegada manipulação da parte da produção do programa.
“Eu entro com os meus valores muito firmes e saber que há linhas que eu não vou ultrapassar, mas que há linhas que te importa tu bateres de frente. E agora vou só aqui tocar um ponto, que é para mim não vale tudo. Que a vida já é tão bravia e muitas vezes injusta contigo. Não vale tudo, não vale. Eu gosto de clareza, eu gosto de me apertarem a mão quando tenho que apertar (…) Mas depois, ainda para mais hoje, vejo, eu passo aquilo que, não é que pintam, aquilo que, porque há uma escolha de imagens, é aquilo que, onde posicionam as coisas, é Pedro Barroso ao vilão.
Nós portugueses temos sempre este apelo e eu também tenho, de uma forma muito generosa, cuidadosa por aquilo que sofre, porque parece que o vilão tem sempre mais capacidade de embate ou que é o mais forte, não sou. Eu sou frágil e, emocionalmente, eu sou inseguro. Eu calculo muitas coisas por medo”, confessou Pedro Barroso, que também apontou o dedo aos colegas.
“Pede-me desculpa na minha frente. Nas minhas costas estão a dizer que a posição de integridade física e emocional, em causa, não é verdade. E este tipo de programas (…) eu já os vi, alguns deles, há embates, há toques, há violência (…) Aqui, se as pessoas não estão habituadas a dizer, daqui para aqui, não passe, não passe. E não me tendes a provocar (…) Portanto, é as pessoas que depois contemplem, e daqui para a frente já não faz parte do meu caminho, este tipo de julgamentos”, disse o ator, à conversa com Cláudio Ramos.
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