Para os encarnados, como disse Mourinho, é matar ou morrer na Champions.
Que loucura! Já alguém terá visto coisa assim? Anatoliy Trubin, guarda-redes de quem os benfiquistas pediam para se despachar a meter a bola nos companheiros, já o árbitro olhava para o relógio, foi à área, no oitavo minuto de compensação, para marcar, de cabeça, como o mais letal dos pontas de lança, o golo que qualificou o Benfica.
Foi Mourinho que deu a ordem para ele subir!!!
E, sim, contra o poderoso Real Madrid. Que noite para os benfiquistas. Esta é daquelas que ninguém esquecerá.
Que grande Benfica, este, que foi capaz de destruir um colosso do futebol mundial. Venceu por 4-2, contra as melhores expectativas, qualificou-se para o play-off da Champions.
E até parece mal dizer que poderia não ter deixado as coisas para o fim. Bom, dirão outros, assim terá ainda um melhor sabor.
O Real Madrid entrou com a iniciativa do jogo, com os craques a puxarem dos galões, a trocarem a bola, enquanto o Benfica surgiu mais prudente. Os encarnados despertaram com Schjelderup — o extremo dinamarquês foi primeiro derrubado em falta e depois ameaçou num remate que Asensio desviou para canto.
O Benfica sentiu que poderia ferir o Real Madrid nesse momento e ganhou ainda mais confiança quando, após o canto, Tomás Araújo esteve perto de marcar.Aos 14’, Pavlidis, servido por Sudakov, após belo contra-ataque, não consegue finalizar à frente de Courtois. Pouco depois, a Luz explode de ira. Prestianni cai na área; o VAR chamou o árbitro Davide Massa a ver as imagens, mas nada é assinalado.
Aos 21’, Prestianni, num remate cruzado, leva a bola a beijar a barra. Mourinho ria-se no banco.Aos 30’, balde de água fria na Luz, quando Mbappé, escapando nas costas de Dedić, cabeceia para o primeiro golo. A equipa do Benfica sentiu o carinho das bancadas. Pouco depois, surge o empate, por Schjelderup, de cabeça, após centro de Pavlidis — contra-ataque perfeito. A primeira parte não acabaria sem o terceiro do Benfica, de penálti, por Pavlidis, depois de falta de Bellingham sobre Otamendi.
Ao intervalo, megaovação à equipa. O público estava a gostar do que via. A segunda parte não foi menos louca. Schjelderup marcou grande golo, depois de trabalhar bem na frente de Asensio. Mas Mbappé — quem mais? — reduziu a desvantagem quatro minutos depois.O Benfica continuou a carregar e esteve dentro e fora dos play-offs na segunda parte.
Sudakov e Barreiro quase marcaram o quarto. Teve de ser Trubin. Que noite europeia do Benfica.
https://x.com/tekkersfoot/status/2016634153391862035?s=19
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