Continua a dar que falar o caso “Uber da Droga”, que levou a algumas condenações efetivas, nomeadamente do cabecilha, Nuno Santos, condenado agora a 5 anos e 6 meses de prisão efetiva, por tráfico de droga.
No entanto, na opinião pública tem dado muito que falar os alegados clientes desta rede, que foram apanhados nas interceções telefónicas, as chamadas escutas, e alguns deles tiveram mesmo que ir a Tribunal, como testemunhas.
Entre os clientes estão, como cita o jornal Observador, “participantes de reality shows como Big Brother ou Casados à Primeira Vista, funcionários da TAP, empresários, médicos, engenheiros informáticos e outros profissionais”. E alguns nomes mais conhecidos são os do ator José Carlos Pereira, da atriz e comentadora Marta Gil e do judoca Jorge Fonseca.
Ora, José Carlos Pereira, que foi apanhado em algumas chamadas para se encontrar com Nuno Santos, não quis prestar declarações. Por sua vez, Marta Gil negou qualquer envolvimento ao caso, disse que era amiga de Nuno Santos, mas que nem sabia que ele tinha qualquer envolvimento com o tráfico.
Nas chamadas, Marta Gil combina encontros com Nuno Santos em datas específicas, como antes de ir para o festival de música NOS Alive, ou antes da festa de aniversário dela.
Finalmente, Jorge Fonseca emitiu um comunicado a negar qualquer consumo de drogas, salientando que como atleta profissional, é muitas vezes testado, o que o deixaria numa situação de ilegalidade caso o fizesse.
“Nos últimos dias, o meu nome foi associado ao processo conhecido como ‘Uber da Droga’, um processo que está concluído e já teve sentença. Ainda assim, quero esclarecer, de forma inequívoca, que nunca fui arguido nem suspeito neste caso.
A minha ligação a este processo resumiu-se ao que já foi publicamente referido. Da minha parte, sempre me limitei a esclarecer o que sabia, sem qualquer envolvimento no tráfico ou consumo de substâncias ilícitas.
O que esteve em causa não foi qualquer consumo ou atividade criminosa, porque nunca consumi substâncias psicotrópicas, nem chegou a existir qualquer compra ou consumo, tendo a situação sido esclarecida em sede própria, como já é do conhecimento de todos.
Além disso, recordo que como atleta profissional sou há muitos anos submetido, pelas entidades nacionais e internacionais, a controlos antidoping muito regulares, quer durante o período de treinos e competições, quer durante as férias.
Lamento o incómodo causado à minha família, ao meu clube e a todos os que me têm acompanhado. Continuarei focado na minha vida pessoal e desportiva, ainda com maior responsabilidade e respeito”.
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