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Revelada a causa de morte de Luís Represas

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Morreu aos 69 anos, um dos mais icónicos cantautores da música portuguesa. Luís Represas deixa o país em lágrimas, com a sua partida, nesta quarta-feira, 22 de julho.

A notícia do falecimento do famoso cantor foi avançada pela sua agência Sons em Trânsito, que dá conta que Luís Represas partiu, vítima de doença prolongada.

Luís Represas tornou-se inicialmente conhecido, em 1976 como um dos fundadores e vocalistas dos Trovante, tendo eternizado temas como”125 Azul”, “Perdidamente” ou “Balada das Sete Saias”.

https://www.facebook.com/reel/1520458482493731

Após a separação do grupo, em 1992, o músico iniciou uma carreira a solo em 1993 e destacou-se com canções célebres como “Feiticeira” e “Da Próxima Vez”. Em 1995, lançou o marcante tema “Timor”, que se converteu num hino de apoio à causa da autodeterminação do povo timorense.

O seu contributo para a cultura foi oficialmente reconhecido em 2005, quando foi condecorado pelo Estado Português com a Ordem de Mérito no grau de Comendador. O Presidente da República, António José Seguro, reagiu em comunicado à morte do cantor e amigo:

“Há vozes que não pertencem apenas a quem as canta. Pertencem ao tempo, à memória e ao coração de um povo.

A partida do Luís Represas não encontrará silêncio. Encontrará as canções que deixou acesas, como pequenas luzes sobre a vida de tantas gerações de portugueses. Encontrará melodias que continuarão a nascer em cada reencontro, em cada saudade, em cada instante em que alguém voltar a cantar as palavras que ele nos ofereceu.

Partiu o homem. Ficou a voz.

Uma voz que soube transformar a nostalgia em esperança, a simplicidade em beleza e a música num lugar onde Portugal tantas vezes se reconheceu. Das praças aos palcos, dos dias de festa aos momentos de recolhimento, o seu talento ensinou-nos que há canções capazes de vencer o tempo.

Há vidas que terminam. Há músicas que pertencem à eternidade. As músicas do Luís Represas são dessas. Porque há artistas que deixam discos. Outros deixam memória. Os maiores deixam um país a cantar. O Luís Represas será sempre um dos nossos maiores. E Portugal, em dor, canta as suas canções.

Em nome de Portugal, curvo-me perante a sua memória com gratidão. E abraço, com profunda solidariedade, a sua família, os seus amigos, os seus companheiros dos Trovante e todos aqueles que hoje sentem que perderam alguém da sua própria casa, da nossa própria casa.

Enquanto houver quem cante as suas canções, Luís Represas continuará a regressar. Não como lembrança distante, mas como presença viva, nessa forma discreta e luminosa que só a verdadeira arte conhece.

Hoje perdi um amigo. Choro, em Cabo Verde, a sua partida. Recordo a noite fantástica no passado dia 21 de março. Recordo tantos momentos bons ao longo dos anos. Saudades do futuro, Luís… Talvez um dia te encontre…”.

               

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