Os ensaios da nova produção teatral que conta com o ator José Raposo foram interrompidos abruptamente após a notícia da morte repentina do técnico de audiovisual André Dinis Carrilho.
O ambiente de trabalho no Teatro Nacional D. Maria II transformou-se num cenário de profunda dor e consternação. Assim que a trágica notícia foi comunicada, o encenador e diretor artístico Pedro Penim ordenou a paragem imediata de todos os trabalhos, em sinal de respeito e luto pelo colega de equipa.
“É muito difícil acreditar que o André Dinis Carrilho já não está cá. Havia nele uma fragilidade imensa, impossível de não reconhecer. Uma vulnerabilidade que fazia com que estivesse muito perto mas também sempre muito ausente. E havia, ao mesmo tempo, um talento desmedido, uma capacidade de fazer e de inventar imagens que nunca deixava de impressionar.
Tive a sorte de o ter como colega no D. Maria Il e, recentemente, de trabalhar com ele no Filodemo, onde fez um trabalho de vídeo absolutamente deslumbrante”, escreveu Pedro Penim, nas redes sociais.
André Dinis Carrilho era uma figura querida e respeitada no meio técnico e artístico do teatro. A sua partida inesperada chocou os atores, a equipa técnica e a direção da peça, que partilhavam com ele o dia a dia da criação artística.
Até ao momento, não foram adiantados detalhes sobre as causas da morte, mas as manifestações de pesar multiplicam-se nos bastidores da cultura, sublinhando o vazio que o profissional deixa na comunidade teatral.
Os trabalhos da produção deverão ser retomados nos próximos dias, embora ainda não haja uma data oficial partilhada pela organização.
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