Miguel Sousa Tavares esteve no noticiário da TVI, durante o Dinamarca-Portugal, na noite desta quinta-feira, e arrasou completamente um dos argumentos que muitos vão apontando para Ronaldo continuar a merecer essa titularidade na seleção.
“Para já, devo dizer que, aliás, para tranquilizar os portugueses, que o país não acabou ontem com a saída de Cristiano Ronaldo. Nem acabou o país, nem acabou a seleção que está a ganhar 2 a 1, à Dinamarca, e está a jogar muito bem. Aliás, eu devo dizer que há muito tempo que não tinha o prazer de ver jogar esta seleção sem as três coisas obrigatórias: Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva e o equipamento todo encarnado.
Os dois últimos jogos não alinhámos todos de encarnado, não jogou nenhum dos dois. Espero que continuemos a ganhar à Dinamarca, mas fizemos um grande jogo com a Noruega.
Portanto, eu estou perfeitamente tranquilo. E não aceito o argumento de mercearia das receitas que a Federação deixa de receber com o Ronaldo. Porque isso é o mesmo que dizer que ele comprou o lugar na seleção.
E, aparentemente, tinha comprado um lugar vitalício. Portanto, ele joga porque traz dinheiro para a seleção. O único jogador que eu acho que funciona assim é o sobrinho do sultão do Brunei, que é multimilionário.
E, então, paga para jogar futebol na equipa nacional. Mas o Ronaldo tem categoria a mais, tem um passado demasiado grande para também se reduzir a este argumento. Quer dizer, ele não pode sair porque a Federação vai perder muitas receitas”, disse Miguel Sousa Tavares, à conversa com José Alberto Carvalho, na TVI.
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