• Início
  • País
  • Televisão
  • Desporto
  • Política de privacidade
  • Contatos
No Result
View All Result
  • Início
  • País
  • Televisão
  • Desporto
  • Política de privacidade
  • Contatos
No Result
View All Result
Imprensa
No Result
View All Result
Home País

Morreu a atriz Helena Afonso

Share on FacebookShare on Twitter

A atriz, cantora lírica e professora de técnica vocal Helena Afonso morreu aos 78 anos. O falecimento foi confirmado pela Casa do Artista, instituição sediada em Lisboa onde a artista residia desde 2025:

“Partiu Helena Afonso. Atriz, cantora lírica e professora de Técnica Vocal, desenvolveu ao longo de várias décadas um percurso singular no cruzamento entre a música, a ópera, o teatro, o cinema, a televisão e o ensino.

Formada em Canto pelo Conservatório Nacional de Lisboa, iniciou o seu percurso artístico ligado à música e à interpretação. Foi uma das vozes dos Segréis de Lisboa, grupo fundamental na divulgação e interpretação da música antiga em Portugal. Em 1979 integrou, como soprano e percussionista, o duplo álbum A Música no Tempo de Camões, editado pela Valentim de Carvalho/EMI.

A sua atividade musical estendeu-se a diferentes linguagens e repertórios. Participou nas gravações da Banda do Casaco, nomeadamente no álbum Dos Benefícios de um Vendido no Reino dos Bonifácios (1975) e integrou projetos de música contemporânea como Depois de Tordesilhas… (1994), com Elizabete Matos e Elsa Saque, e Corda Bamba (1997), de Luís Bragança Gil, com libreto de Luísa Costa Gomes.

No cinema, participou em Conversa Acabada (1981), de João Botelho, e em Silvestre (1981), de João César Monteiro. Mais tarde integrou o elenco de Comboio Noturno para Lisboa (2013), realizado por Bille August, ao lado de Jeremy Irons, Mélanie Laurent, Jack Huston e Christopher Lee.

Foi, porém, no teatro que a sua formação musical encontrou uma das suas expressões mais particulares. Helena Afonso trabalhou com alguns dos mais importantes encenadores e criadores portugueses, entre eles Luís Miguel Cintra, Filipe La Féria, João Lourenço, Ricardo Pais ou Fernando Gomes, colaborando com estruturas como o Teatro da Cornucópia, Novo Grupo/Teatro Aberto, O Bando, Teatro Politeama, Lisbon Players, Companhia de Música Teatral e Teatro do Vestido.

Um dos momentos particularmente importantes do seu percurso aconteceu em 1993, com Maldita Cocaína, de Filipe La Féria. Helena Afonso integrou o elenco, no papel de Arlete, numa produção que ocupa um lugar particular na história recente do teatro português. Em 2006, foi Irmã Berta em Música no Coração.

Em 1997, no Teatro Aberto, interpretou Mrs. Lovett em Sweeney Todd, o Terrível Barbeiro de Fleet Street, com direção de João Lourenço. A sua carreira teatral passou ainda por Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, O Triunfo do Inverno, O Gato das Notas, Albert Herring, Guerras do Alecrim e Manjerona, Cabaret das Virgens, Pedro e Inês e Dialogues des Carmélites, entre muitos outros espetáculos.

Em Cabaret das Virgens… ou talvez não!, de Miguel Abreu, apresentado no T. Maria Matos, integrou, com Luís Castanheira, os momentos de variedades do espetáculo, entre canções, humor e teatro. Era um território onde a sua experiência de atriz e cantora se encontrava de forma particularmente feliz.

Com os Lisbon Players, participou em The Hostage, de Brendan Behan, representado em inglês no Estrela Hall, numa produção dirigida por Jonathan Weightman e com direção musical de Louise Kakoma.

Também na televisão, Helena Afonso manteve uma presença regular ao longo de várias décadas, atravessando diferentes épocas e géneros da ficção e do entretenimento televisivo português. A sua presença remonta aos anos 80, com Eu Show Nico, Cacau da Ribeira e Grande Noite, seguindo-se Cabaret (1994).

Nas décadas seguintes participou em Uma Aventura (2000), Morangos com Açúcar (2003), Ana e os Sete (2003), Queridas Feras (2003), Até Amanhã, Camaradas (2005), Tempo de Viver (2006), Mundo Meu (2006), Conta-me Como Foi (2007), Casos da Vida (2008), Liberdade 21 (2008), Perfeito Coração (2009), Voo Directo (2010), Laços de Sangue (2010), Destinos Cruzados (2013–2014), Santa Bárbara (2015), Valor da Vida (2018–2019) e Nazaré (2019–21).

Esta presença prolongada no pequeno ecrã testemunha a extraordinária longevidade do seu percurso artístico e a capacidade de trabalhar com diferentes gerações de atores, realizadores e criadores. Em televisão, como no teatro e no cinema, Helena Afonso levou consigo a experiência de uma intérprete cuja formação musical e vocal se cruzava naturalmente com o trabalho de atriz.

Ao longo do seu percurso, Helena Afonso nunca deixou de estar ligada ao ensino. Foi professora de Técnica Vocal na Escola Superior de Música de Lisboa, transmitindo a sua experiência e conhecimento a sucessivas gerações de músicos e intérpretes.

O seu percurso artístico é difícil de encerrar numa única categoria e a sua carreira feita dessa rara capacidade de atravessar mundos: do repertório antigo à música contemporânea, da ópera ao teatro, do cabaret ao musical, do cinema à televisão. Trabalhou com companhias e criadores de diferentes gerações e linguagens, sempre com uma ferramenta essencial: a voz.

Helena Afonso vivia na Casa do Artista desde 2025”.

https://www.facebook.com/photo?fbid=1515869173907747&set=a.320080456819964

               

Discussion about this post

  • Contatos
  • Home
  • Política de privacidade

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.

No Result
View All Result
  • Início
  • País
  • Televisão
  • Desporto
  • Política de privacidade
  • Contatos

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.