Tânia Laranjo comentou o tema do momento. A jornalista da CMTV também tem a sua opinião sobre a polémica recente do final do relacionamento de Catarina Miranda e Afonso Leitão, que se transformou num verdadeiro circo mediático.
“Cruzei-me duas ou três vezes com a Catarina Miranda e, sinceramente, nada tenho a apontar. Do Afonso também não, mas aí porque não o conheço. E continuo a achar saudável não formar opiniões definitivas sobre pessoas só porque apareceram três vezes no feed entre um anúncio e um vídeo de um gato a tocar piano.
Agora, também é verdade: hoje muita gente queixa-se da invasão da privacidade depois de transformar a intimidade numa série documental em tempo real. Há casais que partilham tanto que, quando se zangam, o público sente que merece um comunicado oficial e uma conferência de imprensa. A linha entre viver uma relação e produzir conteúdo ficou perigosamente fina.
As figuras públicas sofrem com isso, claro. Existe uma curiosidade absurda sobre a vida dos outros. Ontem, por exemplo, fui ao senhor de Matosinhos e saí a correr – literalmente – e mesmo assim houve tempo para o clássico: fotos às escondidas, cochichos, telemóveis apontados com a subtileza de um holofote da prisão de Caxias.
É invasivo, desconfortável e profundamente estranho. Mas também acho que, às vezes, se abriu demasiado a porta da casa e depois tornou-se impossível controlar quem entra.
E volto à Catarina: tenho pena deles. Porque a exposição permanente da vida íntima é perigosíssima. Tudo vira análise, entretenimento de sofá. E há relações que não sobrevivem à falta de privacidade… nem ao excesso de audiência”, escreveu a jornalista da CMTV.
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