Renato Seabra prepara nova ofensiva judicial para tentar alterar condenação pela morte de Carlos Castro
Quinze anos depois de ter sido condenado nos Estados Unidos pela morte de Carlos Castro, Renato Seabra prepara uma nova tentativa para contestar a sentença que o mantém preso.
O antigo modelo português, atualmente com 36 anos, cumpre uma pena que prevê um mínimo de 25 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua. Segundo informações divulgadas pelo Correio da Manhã, a defesa está a trabalhar há vários meses numa nova moção destinada a tentar reverter a condenação.
O advogado Scott B. Tulman, que acompanha o caso desde 2014 e tem experiência enquanto antigo procurador de homicídios, pretende apresentar novos argumentos perante a justiça norte-americana. Uma das principais diferenças relativamente ao julgamento original passa pela intenção de colocar Renato Seabra a testemunhar.
No julgamento realizado em 2012, o ex-modelo optou por não prestar declarações em tribunal. A defesa da altura tentou sustentar que Seabra sofria de problemas relacionados com doença mental ou desequilíbrio, mas a estratégia não impediu a condenação.
Agora, a nova equipa jurídica considera que o próprio Renato Seabra deverá ter oportunidade de contar a sua versão dos acontecimentos e ser submetido a contra-interrogatório, numa tentativa de conseguir uma alteração da decisão judicial.
O advogado explicou anteriormente que o processo de preparação da moção tem sido demorado devido ao envolvimento direto de Renato Seabra e às dificuldades inerentes à comunicação com alguém detido numa prisão de alta segurança.
Apesar da nova iniciativa judicial, uma eventual audiência para liberdade condicional só deverá acontecer em setembro de 2035. Caso reúna nessa altura as condições necessárias e o pedido seja aceite, a libertação poderá ocorrer posteriormente.
Renato Seabra foi condenado pela morte de Carlos Castro, ocorrida em janeiro de 2011, num hotel em Nova Iorque. O caso chocou Portugal e teve enorme repercussão mediática devido à violência do crime e à relação entre os dois homens.
A nova estratégia da defesa abre, assim, mais um capítulo num processo que permanece sem desfecho definitivo para Renato Seabra, que continua a cumprir pena nos Estados Unidos.
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