A Organização Meteorológica Mundial (OMM) e a Organização das Nações Unidas (ONU) emitiram um aviso global sem precedentes: o atual fenómeno El Niño deverá manter-se ativo e intensificar-se até fevereiro de 2027. Com uma probabilidade científica que ronda os 100% de probabilidade, os especialistas alertam que este poderá ser um dos episódios mais potentes dos últimos 40 anos, atingindo a categoria de “muito forte”.
A combinação desta anomalia climática com o aquecimento global antropogénico coloca a comunidade científica em alerta máximo. O fenómeno ameaça transformar os anos de 2026 e 2027 nos mais quentes da história moderna, superando todos os recordes anteriores.
O El Niño caracteriza-se pelo aquecimento invulgar das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial. No entanto, a gravidade do evento atual reside na sua dimensão profunda. As sondas oceânicas registaram desvios térmicos impressionantes de até 8°C abaixo da superfície do mar, com previsões de que a temperatura da superfície atinja um pico de 4°C acima da média já no próximo mês de novembro.
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, lançou um apelo global veemente, classificando a situação como uma “corrida contra o tempo”. Guterres instou os governos a investirem massivamente em sistemas de aviso prévio e infraestruturas de adaptação climática para proteger as populações mais vulneráveis.
Os modelos climáticos globais já desenham um mapa de impactos severos e polarizados para os próximos meses:
Secas Extremas e Incêndios: A floresta Amazónica, a América Central, a Indonésia e a Austrália enfrentam riscos agravados de secas prolongadas, ameaçando a biodiversidade e os ecossistemas locais.
Precipitação e Inundações: O sul da América do Sul (com especial incidência no sul do Brasil) e a África Oriental devem preparar-se para cheias devastadoras causadas por chuva excessiva.
O Impacto na Europa: Embora a Europa sinta os efeitos de forma indireta, a alteração das correntes de jato na atmosfera poderá resultar num inverno atipicamente instável ou invulgarmente quente em Portugal e nos países vizinhos.
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