O túnel de acesso aos balneários do Estádio do Dragão transformou-se num cenário de grande tensão, insultos e empurrões ao intervalo do encontro entre o FC Porto e o Manchester City. O clima aceso começou a desenhar-se ainda dentro das quatro linhas nos minutos finais do primeiro tempo, servindo de rastilho para uma bronca monumental no caminho para os balneários.
A partida, a contar para a ronda inaugural da fase de liga da Liga dos Campeões, acabou por sorrir aos ingleses com um triunfo por 2-0. No entanto, os relatos que chegam de Inglaterra dividem o protagonismo do jogo com os incidentes registados fora das vistas do público.
Segundo avançam meios de comunicação britânicos como o Daily Mail e o The Sun, os ânimos exaltaram-se na sequência de decisões do árbitro polaco Szymon Marciniak. Na reta final da primeira metade, uma disputa aérea faltosa de Marc Guéhi sobre o portista Gabri Veiga gerou fortes protestos no banco azul e branco, que exigia a amostragem do cartão vermelho direto.
O descontentamento local adensou-se instantes depois, quando Joško Gvardiol — que já tinha visto o cartão amarelo — cometeu uma nova falta dura, escapando à respetiva expulsão.
A indignação acumulada transbordou para o túnel assim que soou o apito para o descanso. De acordo com a imprensa inglesa, membros da comitiva e estrutura do FC Porto terão cercado e empurrado o guarda-redes suplente dos citizens, Marcus Bettinelli, num gesto que gerou uma reação imediata dos futebolistas ingleses.
O internacional português Rúben Dias assumiu as despesas da defesa do colega e envolveu-se numa acesa altercação com o treinador do FC Porto, Francesco Farioli. Testemunhas presentes no local relatam trocas agressivas de palavras e empurrões mútuos entre o central luso e o técnico italiano. Paralelamente, os dirigentes portistas Henrique Monteiro e Tiago Madureira também se envolveram numa discussão muito ríspida com o médio argentino Enzo Fernández.
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