Carlos Padrão, amigo de Jorge Jesus, reagiu sem medo a toda esta polémica, revelando na SIC Notícias aquilo que o selecionador lhe contou sobre esta polémica com Cristiano Ronaldo. E revelou uma ameaça clara de um funcionário de Cristiano Ronaldo, que terá dito taxativamente que se Jesus não pedisse desculpas publicamente a Ronaldo, seria despedido da Seleção.
“Faltou bom senso, porque o Ronaldo perdeu a cabeça porque se sentiu injustiçado. E faltou quem tivesse posto a mão em cima e dissesse ‘vai dormir, vamos dormir, vamos descansar. E à manhã conversamos com calma, falamos com o treinador e resolvemos as coisas’”, indicou Carlos Padrão, que apontou o nome de Tiago Craveiro, funcionário de Cristiano Ronaldo, consultor estratégico da UEFA e ex-vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, como responsável pela célebre ameaça que mudou tudo na Seleção.
“E o Jorge explicou-me aquilo que se passava e quem era a pessoa. Perguntei-lhe se tinha algum problema de falar com a pessoa. Não, pela minha parte não, não tenho problema nenhum. Porque tudo aquilo que eu te disse, tudo aquilo que eu te transmiti é rigorosamente verdade”, disse então JJ, ao amigo.
Questionado se Tiago Craveiro agravou esta situação, Carlos Padrão não tem dúvidas: “Ah, agravou muito. Agravou muito. Quando liga para alguém da entourage do Jorge Jesus e diz que se não faz um pedido de desculpas público a abrir a conferência de imprensa, vai cair. Vai ser demitido. Houve uma ameaça velada, como é óbvio. A informação que eu tenho, aquilo que o Jorge me disse a mim, foi que não pediu desculpas a ninguém. Fez a assunção do erro. Disse que efetivamente justificou o que é que tinha acontecido, a forma como vibra, a forma como o jogo estava a correr, a pressão a que estava sujeito. E que aconteceu o que aconteceu, mas que não era um problema. Admitir um erro é uma coisa, pedir desculpa é outra”, disse Carlos Padrão.
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