As primeiras projeções de quem seria o novo Presidente da República estavam apontadas para as 20h00 deste domingo, mas nesse momento, a exemplo do que já tinha acontecido na primeira volta, estava André Ventura na missa.
À saída, tinha novamente à sua espera um batalhão de jornalistas e Ventura lá fez a sua primeira reação à vitória de António José Seguro, à porta da igreja, uma “jogada” que Miguel Sousa Tavares, claramente não compra.
“A missa é a jogada habitual de André Ventura, já sabemos, ele vai sempre à última missa do dia para sair quando já fecharam as urnas, mas o simbolismo político é que ele escolhe a última missa do dia, quando sai as urnas já fecharam, já pode falar livremente e aproveita para ter mais uma intervenção.
E eu fico espantado, se o homem sai da igreja com os dados todos, com o raciocínio já montado, com consequências já tiradas, com que atenção esteve ele à missa? O que é que esteve lá a fazer? Não consigo perceber, ou é missa a sério ou é uma sucessão de sms que ele vai seguindo, não é?”, disse o comentador politico, que também deixou uma palavra de apreço aos portugueses, que escolheram o novo presidente da República.
“Apesar da abstenção ter subido, não tanto, um bocadinho em relação à primeira volta, eu gostei da prestação dos portugueses, eu acho que os portugueses perceberam o que estava em causa, como a hora era importante, e manifestaram-se. E eu estou contente com isso, porque eu já ouvi dizer tantas vezes, a tanta gente, até já ouvi dizer que eram preciso três Salazares, não é? E eu que vivi a minha infância, parte da minha juventude sob ditadura, sou muito sensível a isso. E hoje vi que, afinal, os portugueses gostam daquilo que o André Ventura chama o sistema e que eu chamo a democracia, aquilo confunde”, concluiu o escritor, na TVI.
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