Dividem-se as opiniões sobre o que terá acontecido na Luz, na altercação entre Prestianni e Vinícius. Há quem acredite que houve, realmente, racismo, e o lamentam. Mas enquanto o argentino nega, o Benfica tem-se posicionado estruturalmente do lado do seu jogador.
Uma decisão com a qual muitos adeptos não concordam, incluindo Luisão, uma lenda do clube, que não se revê nessa posição e revelou mesmo estar envergonhado com tudo isto.
“Esta camisola é muito grande. Amo o Benfica, é a minha segunda pele, mas tem de se ser digno para vestir o manto sagrado. E este texto [de Prestianni] piora [tudo] porque é mentira. O futebol ganha-se na raça, na luta. Foi um ato racista sim e estou envergonhado com isso.
Defendo o manto e tenho experiência, sei do que falo. Não estou a julgar ninguém. Apenas a dizer que o Benfica é demasiado grande para estar envolvido nisto, seja verdade ou não. Apesar de, pela experiência, saber a verdade”, disse o ex-jogador do Benfica.
Palavras que lhe valeram, ao que parece, fortes críticas de parte dos adeptos benfiquistas, alguns deles, igualmente racistas.
“Ontem fiquei muito chateado e hoje ainda mais porque nas redes sociais fui ofendido, chamaram-me macaco, Judas, disseram-me que não piso mais o Estádio. A camisola do Benfica é a minha segunda pele.
Fico triste por isso, até quando nos posicionamos numa coisa gravíssima. Por isso é que acho que o Vini é um herói e referência a defender a bandeira do preconceito… do não ao racismo. Dói na pele, sentir que não se pode fazer nada, sem poder agir. Só espero que Europa, como ela é referência, que seja também uma referência contra o racismo”, disse agora Luisão.
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