São muitos os benfiquistas que se estão a rever nestas palavras de Guilherme Cabral, um conhecido adepto benfiquista, que escreveu, desta forma, uma carta aberta a Vinícius, na sequência do Benfica-Real Madrid.
Na publicação, Guilherme Cabral lamenta o tom pesado com que o jogo ficou marcado, e coloca o ónus sobre Vinícius, isto da sua visão no estádio, por aquilo que viu, in loco, o internacional a fazer.
A publicação já conta com mais de 3 mil partilhas, com muitos benfiquistas subscreverem a opinião.
“Podíamos estar aqui a falar de mais um jogo épico. De mais uma noite europeia, daquelas que ficam para sempre. De um golo inacreditável de um dos jogadores mais talentosos do mundo.
“Mas conseguiste estragar tudo.
Estragaste o jogo. Estragaste o teu próprio golo. E, pior do que isso, mostraste quem realmente és.
Sinto-me um estupido por todas as vezes em que eu, e milhares de benfiquistas espalhados pelo mundo, te defendemos de todas as vezes em que condenámos (e condenamos) episódios em que alegados insultos racistas te levaram a sair do relvado. Sinto-me um idiota por ter questionado quando a FIFA decidiu entregar a Bola de Ouro ao Rodri e não a ti. Talvez nesse dia tenham querido dizer-nos algo. Talvez o melhor jogador do mundo tenha de ter muito mais do que talento.
O Rodri tem valores. E isso não se aprende nos treinos.
Não sei o que passou na televisão. Sei o que vi. Provocações dirigidas aos adeptos desde o aquecimento. Um golo extraordinário que não soubeste simplesmente festejar. Não sei o que o Prestianni te disse. Mas sei que ele sabe que o maior símbolo do Benfica tem exatamente a mesma cor que tu. Mas escolheste a cartada mais fácil. A que te volta a colocar no centro das atenções.
Amanhã a comunicação social, os comentadores em Portugal e pelo mundo, vão falar da atitude de um jogador encarnado e de 66 mil adeptos. Vão rotular. Vão apontar o dedo. Mas uma coisa não aceitamos: que nos confundam. Racistas não somos. Mas há algo de que nunca abdicamos: respeito.
O futebol não precisa de jogadores como tu.
Que em Madrid sejamos nós a fazer a remontada. Daquelas que o Eusébio tantas vezes nos deu”.
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